sábado, 21 de junho de 2008

Geologia - Relatório de Campo

Parada 1:

Praia Rasa

Conglomerados, arenitos e lamitos do Grupo Barreiras, relacionados a deposição por fluxo de detritos em leque aluvial.

Área de afloramento localizada entre a Bacia de Campos e a Bacia de Santos. Suas formações rochosas ocorreram a cerca de 30 milhões de anos ou mais.

Encontramos nessa localidade rochas sedimentares com seu sedimento bem oxidado, pouco consolidado e com níveis de quartzo de antigo cascalho. Na base dessas rochas, pudemos avistar arenitos.

Fato essencial para a formação dessas rochas foi a ajuda da água, pois graças à ela, houve o conglomerado dos sedimentos e a concentração dos seixos. São visíveis os seixos de quartzo.

A rocha possui pouca litificação e Horizonte C.

Podemos ver as falésias que foram originados pelo fenômeno chamado ‘Ótimo Climático’, isto á, pela ação erosiva das ondas em um momento em que o nível relativo do mar encontrava-se pouco acima do nível atual e, assim, pôde avançar em direção ao continente.

Falésias estas constituídas por intercalação de camadas de cascalhos muito grossos e areias lamosas. Apesar de estarem na parte costeira, acredita-se que estes depósitos estão associados a um ambiente continental de leques aluviais depositados sob a influência de atividades tectônicas durante a sedimentação das rochas.

Os depósitos sedimentares das falésias da Praia Rasa são relacionados à Formação Barreiras, de idade terciária. A ocorrência desses depósitos de origem fluvial próximo à praia indica que a deposição dos mesmos ocorreu em um momento em que o nível do mar estava mais baixo do que o atual, e os rios depositavam onde hoje está encoberto pelo mar.

Outros fatores importantes na variação do nível do mar são a Regressão Marinha (contribuição maior de sedimentos do continente para o mar, fazendo com que haja um avanço da linha de costa em direção ao oceano) e a Transgressão Marinha (contribuição de sedimentos menor que a capacidade de erosão pelo mar, devido à isso ocorre um recuo da linha de costa em direção ao continente) .


Parada 2:


Ponta do Pai Vitória


Contato tectônico entre os sedimentos do Grupo Barreiras e os gnaisses do embasamento, por meio de falha normal, denominada Falha do Pai Vitório.

Área localizada na ponta (borda) mais alta do Graben de Barra de São João.

O Graben é constituído de duas falhas normais que se afundam e formam uma bacia sedimentar bordejada por falhas envolvidas por Calcedônio.

(Graben = depressão de origem tectônica, geralmente com a forma de um vale alongado com fundo plano, formada quando um bloco de território fica afundado em relação ao território circundante em resultado dos movimentos combinados de falhas geológicas paralelas ou quase paralelas) .

Podemos ver também um paredão de rochas liso, área que foi bastante modificada pela erosão.

Parada 3:

Costão sul da praia de Geribá

Ortognaisses de composição granítica, do Complexo Região dos Lagos, cortados por dique de diabásio e por dique de rocha alcalina.

Região conhecida como o Himalaia Brasileiro.

O paleocontinente Gondwana existiu por mais de 300 milhões de anos, quando começou a se quebrar em vários blocos continentais. Uma destas quebras ocorreu entre a América do Sul e a África, há aproximadamente 130 milhões de anos, no período Cretáceo. Esta fissura que deu origem ao oceano Atlântico apareceu na mesma região onde há 520 milhões de anos ocorreu a colisão que formou o Gondwana. O Himalaia brasileiro já não existia como cadeia montanhosa pois centenas de milhões de anos de erosão retiraram material destas montanhas depositando-o na Bacia do Paraná (a oeste). Com o início do processo de abertura do oceano Atlântico, estes sedimentos passaram a se depositar nas recém-formadas bacias costeiras brasileiras.

Paredão rochoso com rochas metamórficas na base e com embasamento divido em dois diques (diabásio).

Um dique de basalto, rocha alcalina, rocha escura, com muito sódio e pouco potássio; sua composição mineralógica é mais rica em ferro e magnésio; o basalto é uma rocha ígnea vulcânica, cristalizada a partir de um magma na superfície ou próximo à superfície da Terra. Como resfria rapidamente, seus minerais não crescem muito, sendo difícil observá-los a olho nú. O basalto é uma rocha escura porque é formada por minerais ricos em ferro e magnésio.. O dique veio de magma básico.

Em um estudo na Islândia suponhe-se que se o dique tem dez metros na superfície, ele tenha vindo de 1000 km de profunidade.

O dique que ‘entrou’ na rocha metamórfica, pois esta já existia. Essa rocha foi formada a cerca de 30 km de profundidade. O embasamento é o ‘Encaixante’. O dique é um ‘Xenolito’ dentro da rocha. (Xenolito = “pedra” estranha no meio de uma rocha).

Há feldspato tanto nos diques, quanto na rocha metamórfica.


Anexos:


Fig 1: Mapa Geológico de Búzios


Fig 2: Modelos simplificados de eventos ocorridos com continentes.

Fig 3: Variação do Nível do Mar – ‘Ótimo Climático’

Representação esquemática de uma sucessão de horst e de graben (imagem do USGS).

Fig 4: Estrutura de Graben


Fig 5: Regressão Marinha / Transgressão Marinha

Figuras das Paradas:

Parada 1:



Parada 2:


Parada 3:







Nascendo... - Antropologia

Partos

No século XIX, havia a idéia de que a cultura era desenvolvida de forma unilinear, existia uma espécie de escala evolutiva, estando sempre no auge as sociedades européias. Etnocentrismo e ciência marchavam então de mãos juntas. Com a globalização das culturas e tecnologias, algumas tradições têm sido modificadas. Isto torna-se notório até ao nascer: através do parto.

O parto que já foi algo "padronizado", no sentido em que todas as sociedades tinham seus respectivos bebês nascidos de forma natural, apenas mudando a posição e o nome. Entretanto, atualmente o parto é feito de outras formas e com conotações diferentes já que não importa o nascimento somente e sim como este é efetuado. O parto tem uma longa história já que é uma daquelas experiências humanas e universais: em todas as épocas e em todas as partes do mundo as mulheres deram à luz. Todos nós passamos ao nascer por esta vivência, é nossa porta de entrada para o mundo, passagem estreita, misteriosa e às vezes perigosa, prova e desafio para cada indivíduo: condição indispensável para a sobrevivência da humanidade.

Apesar de o parto ter sido estudado e o corpo feminino anatomizado, desconstituído, fragmentado, quem assiste a um parto percebe a presença de algo transcendente: a renovação da vida. Por ser uma experiência tão importante para a humanidade, e de certa forma fora de seu controle.

Em civilizações antigas, como as egípcias a parturição era uma arte sagrada pois as parteiras tinham as suas escolas nos templos e eram chamadas de mães divinas. O parto estava, em todos os seus aspectos, sob tutela da divindade e pertencia ao âmbito da experiência religiosa. Nas gregas arcaicas era assim: ao dar à luz a mulher ficava de joelhos, apoiada sobre os cotovelos, enquanto as romanas faziam uso de uma cadeira especial e eram acompanhadas por parteiras. Entre os Incas, os partos eram de cócoras ou sobre uma cadeira baixa. Já entre os Maias há representações de partos com uma mulher apoiada com um pé no chão e outra perna ajoelhada. Os Astecas e os nativos brasileiros a posição de cócoras era a usada.

Na antiguidade, o momento do nascimento era considerado sagrado e a habilidade de uma parteira devia sempre estar associada à boa disposição das deusas. Este ato heróico - o parto - sofreu uma longa transformação nos séculos que marcaram o surgimento e a plena realização, sempre mais radical e irreversível, da civilização ocidental. Esta se caracteriza por uma estrutura social e cultural baseada no patriarcado e na sua conseqüência "científica": o pensamento racional e tecnológico. Foi assim que o heroísmo das mulheres em trabalho de parto se transformou no "heroísmo" dos médicos que fazem os partos das mulheres.

A avaliação científica das práticas de parto da sociedade americana na década de 1990 vem postulando a efetividade e a segurança de uma atenção ao parto com um mínimo de, ou nenhuma, intervenção sobre a fisiologia e a adoção de muitos procedimentos voltados às necessidades das parturientes - ao invés de organizados em função das necessidades das instituições e dos profissionais. Trata-se de uma mudança de paradigma que redimensiona totalmente a sentido da assistência ao parto. Entender os componentes dessa assistência em sua dimensão simbólica, como os rituais, torna-se ainda mais relevante hoje do que há uma década.

Existem vários tipos de partos que podem ser usados em diferentes culturas, dentre eles estão:

* Parto de cócoras

É realizado da mesma forma que o natural mudando a posição da mão, que, em vez de ficar na posição ginecológica normal, mantém-se de cócoras. É mais rápido, pois é auxiliado pela gravidade, mais cômodo para a mulher e mais saudável para o bebê, pois não se tem mais a compressão de importantes vasos sangüíneos que acontece com a mulher deitada de costas. Porém, só pode ser utilizado se o feto estiver na posição cefálica (com a cabeça para baixo).

Comunidades indígenas brasileiras utilizam este tipo verticalizado, pois "respeitam" a fisiologia da mulher neste sentido.

*Parto Cesária

É um processo cirúrgico e deve haver motivos clínicos para a realização deste como: desproporção do tamanho do bebê em relação à pelve, infecção, gestantes diabéticas, posição do bebê invertida. O método é um dos preferidos pelos médicos. Os motivos são simples: a hora é marcada, ou seja, é mais cômodo para os médicos, demora apenas meia hora, em média, já o parto normal doze horas, e em um parto cesárea o valor recebido é quase o tipo do que em um parto normal.

O Brasil é um dos campeões mundiais em cesáreas, mas há opções de partos menos agressivos ao feto e à mãe.

*Parto com Fórceps

É o parto vaginal (parto normal) no qual se utiliza um instrumento semelhante a uma colher em casos de emergência ou sofrimento fetal.

*Parto na Água

Começou a ser usado por um francês uma banheira de água quente para ajudar no trabalho de parto, pois ajuda na dilatação do colo de útero e o períneo da mãe ganha maior flexibilidade. No Brasil pouquíssimas clínicas e médicos oferecem este conforto às pacientes.

*Parto Normal

O parto normal ou vaginal por ser mais parecido com o fisiológico (parto natural) tem vantagens sobre a cesariana. O corpo da mulher foi preparado para isso, a recuperação é muito mais rápida, há menos chance de hematomas ou infecções, menos risco de complicações para a mãe e menor chance de dor pélvica crônica.

Partos no mundo

Os índices de cesárea cresceram na Europa, onde tradicionalmente sempre foram baixos. Ainda assim, estão em 20%, bem abaixo dos brasileiros, de 35%. Veja como o parto é realizado em alguns países:

- Estados Unidos e Canadá:

Cesáreas 26,1% (em 2002) e 6% (em 1960).

- Inglaterra

Cesáreas 22% (em 2002) e 4% (em 1970).

Obs: No sistema público de saúde inglês são as parteiras que assistem os partos normais sem a presença se obstetra e pediatra. Os obstetras só entram em cena quando há indicação médica para cesárea e em média apenas um terço das mulheres recebe anestesia.

- Holanda

Cesáreas 8% a 10% (em 2002).

- Brasil

Cesáreas 42% (em 2002)

82,4% (em 2004)

41,8% (em 2005).

Curiosidades:

- A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que apenas 15% dos partos sejam cesáreas.

- Parto Humanizado: é um procedimento efetuado por uma parte dos médicos hoje em dia que muitas vezes até ignora as recomendações feitas pela organização Mundial de Saúde. Esses procedimentos consistem em abrandar a dor do parto fazendo com que o mesmo seja efetuado da maneira como a gestante preferir, mesmo que para isso sejam necessários o uso de medicamentos e intervenção cirúrgica.

- Método Leboyer: Esse método pode ser efetuado tanto em partos normais quanto cesariana, já que a sua prioridade é o modo como a criança vem ao mundo. A luz baixa substitui a alta na sala de parto ,musicas relaxantes são colocadas e ao invés de se falar normalmente se sussurra. Logo após vir ao mundo a criança é posta sobre o peito da mãe para que possa ir se habituando com a mãe. Esse método foi divulgado em 1974 na França pelo médico de mesmo nome do método.

- No SUS, o médico recebe mais por uma cesárea (R$ 387,30) do que por um parto normal (R$ 263,49). Nos convênios, a lógica é a mesma (até R$ 600 o parto normal e até R$ 1 mil a cesárea)

Abaixo, os gráficos de uma pesquisa realizada com cerca de 60 pessoas:

Kroeber dizia: "Para se manter vivo, independente do sistema cultural ao qual pertença, ele [o homem] tem que satisfazer um número determinado de funções vitais, como a alimentação, o sono, a respiração, a atividade sexual etc. Mas embora estas funções sejam comuns a toda humanidade, a maneira de satisfazê-las varia de uma cultura para outra. É esta grande variedade na operação de um número tão pequeno de funções que faz com que o homem seja considerado um ser predominantemente cultural".

Há diferentes tipos de partos em diferentes culturas e estes tipos variam de acordo com os interesses de determinadas sociedades. Ao decorrer do trabalho é possível notar que o significado intrínseco do parto tem se modificado de acordo com as tecnologias que podem ser incorporadas ao processo e a vontade feminina do alívio da dor e de acordo com o interesse dos médicos, com as nossas crenças culturais e sistema de valores, mulheres contemporâneas ocidentais não seriam capazes de dar à luz sem o auxílio da dos recursos que existem, tendo assim uma visão etnocêntrica .

As parteiras, que há muito tempo foram a forma mais usada para a realização de partos hoje denotam outra coisa, elas têm lutado por direitos trabalhistas, formam ONGs. A mudança do papel das parteiras começa quando há um crescente envolvimento dos médicos na cena do parto, a condenação das práticas tradicionais e a exigência de uma formação e um diploma para o exercício profissional das delas.

A visão do parto como um evento cultural - seja realizado entre tribos ditas primitivas, seja em uma maternidade de ponta em uma cidade de Primeiro Mundo - é recente. Com a crescente medicalização do parto no final do século XIX e por quase um século, o nascimento interessou muito aos médicos, que foram por muito tempo os seus principais porta-vozes. Nos últimos 40 anos, porém, profissionais de diferentes áreas, sobretudo pesquisadoras que incorporaram a reflexão feminista, trouxeram uma importante contribuição, não apenas na área acadêmica, mas também na assistência.


Referências bibliográfias:

www.brasilescola.com/biologia/partos

www.amigasdoparto.org.br

www.unb.br

www.guiadobebe.uol.com.br

www.terra.com.br/istoe

www.revistacrescer.globo.br

www.cremesp.org.br

Geologia

1º Questionário (2007/1)

1) O que são minerais?

Minerais são compostos inorgânicos sólidos que ocorrem naturalmente. Possuem estrutura molecular interna ordenada, estrutura

cristalina definida e composição química definida.

2) Cite três minerais importantes dentre o grupo dos chamados "minerais formadores de rochas". A que grupo de minerais eles pertencem?

Calcita ( CaCO3 ) - Grupo dos Carbonatos

Quartzo ( SiO2 ) - Grupo dos Silicatos (Tectossilicatos)

Topázio ( Al2[(F,OH)2SiO4] ) - Grupo dos Silicatos (Neossilicatos)

3) Quais são as propriedades físicas utilizadas para a caracterização macroscópica dos minerais?

As propriedades físicas são: Hábito, cor, brilho, traço, dureza, clivagem, fratura, transparência, forma cristalina, peso específico e outras propriedades (como: sabor, cheiro, refração dupla, elasticidade, magnetismo, reação com o ácido clorídrico e maleabilidade) .

4) Discorra sobre o ciclo dos materiais na crosta terrestre e sobre os principais grupos de rochas. Cite exemplos.

O ciclo das rochas representa as diversas possibilidades de transformação de um tipo de rocha em outro. As setas que interligam as rochas ígneas, sedimentares e metamórficas indicam processos relacionados à dinâmica geológica da crosta terrestre. Os continentes se originaram ao longo do tempo geológico pela transferência de materiais menos densos do manto para a superfície terrestre. As rochas, uma vez expostas à atmosfera e à biosfera passam a sofrer a ação do intemperismo, através de reações de oxidação, hidratação, solubilização, ataques por substâncias orgânicas, variações diárias e sazonais de temperatura, entre outras. O intemperismo faz com que as rochas percam sua coesão, sendo erodidas, transportadas e depositadas em depressões onde, após a diagênese, passam a constituir as rochas sedimentares. A cadeia de processos de formação de rochas sedimentares pode atuar sobre qualquer rocha (ígnea, metamórfica, sedimentar) exposta à superfície da Terra. Devido à deriva dos continentes, as rochas podem ser levadas a ambientes muito diferentes daqueles onde elas se formaram. Qualquer tipo de rocha (ígnea, sedimentar, metamórfica) que sofra a ação de, por exemplo, altas pressões e temperaturas, sofre as transformações mineralógicas e texturais, tornando-se uma rocha metamórfica. Se as condições de metamorfismo forem muito intensas, as rochas podem se fundir, gerando magmas que, ao se solidificar, darão origem a novas rochas ígneas. O ciclo das rochas existe desde os primórdios da história geológica da Terra e, através dele, a crosta de nosso planeta está em constante transformação e evolução.

Rochas Magmáticas, Eruptivas ou Ígneas - São aquelas resultantes da consolidação do magma (material ígneo que está no interior do globo terrestre). Quando a consolidação do magma ocorre em subsuperfície formam-se rochas plutônicas. As rochas ígneas escuras são mais ricas em minerais contendo magnésio e ferro (daí o nome máfico), enquanto que as rochas ígneas claras são mais ricas em silício e alumínio. Ex.: Granito, Basalto. Rochas Sedimentares - Resultam da deposição de detritos de outras rochas (magmáticas ou metamórficas), ou do acúmulo de detritos orgânicos ou ainda, da precipitação química. Ex.: Arenito, Calcário, etc.

Quando a rocha sedimentar é constituída de partículas preexistentes, pode ser classificada como clástica. O processo geológico que une as parículas é denominado litificação ou diagênese, e compreende uma combinação entre os processos de compactação e cimentação.

Rochas Metamórficas - Resultam da transformação de outras rochas preexistentes, agora, sob novas condições de temperatura e pressão. Ex.: Mármore, Gnaisse.

5) Quais os processos que causam a formação de rochas ígneas de composição diferente?

O magma, ao solidificar-se, dependendo das condições, principalmente da pressão e temperatura, pode originar uma grande variedade de rochas. Magmas cristalizados a grandes profundidades no interior da crosta esfriam lentamente, possibilitando que seus cristais se desenvolvam até atingir tamanhos visíveis a olho nu (>> 1 mm). Rochas ígneas deste tipo são denominadas rochas plutônicas ou intrusivas,como por exemplo o granito. Nos vulcões, o magma atinge a superfície da crosta e entra em contato com a temperatura ambiente, resfriando-se muito rapidamente, como a solificação é praticamente instantânea, os cristais não têm tempo para se desenvolver, sendo portanto muito pequenos, invisíveis a olho nu (<<1mm), style="">

6) Quais as principais diferenças composicionais e texturais entre as rochas ígneas intrusivas e extrusivas. Cite exemplos.

As rochas extrusivas são de textura afaníticas, o que significa que possuem cristais de dimensão microscópica, por isso, indistinguíveis a olho nu. Elas se consolidaram na superfície da crosta a partir da matéria expelida pelos vulcões. São encontradas tipicamente como fluxos de lava solidificada. A pequena dimensão dos seus cristais deve-se ao arrefecimento abrupto, que não permite o pleno desenvolvimento cristalino. Este arrefecimento abrupto ocorre devido à enorme diferença de temperaturas entre o ambiente superficial e o ambiente da intrusão magmática. ( Exemplos: andesito, basalto, obsidiana, perlita, riólito, tefrito e traquito ). Rocha ígnea intrusiva é o tipo de rocha que cristalizou de um magma derretido sob a superfície da Terra. As rochas intrusivas abrangem toda a sequência de tipos de rochas ígneas desde os densos e escuros peridotitos ultramáficos até aos muito claros e pouco densos granitos alcalinos e sienitos. As rochas intrusivas ocorrem também numa grande variedade de formas, desde batólitos do tamanho de montanhas, a enchimentos de fracturas de pequena espessura.

7) Comente sobre os principais tipos de metamorfismo responsáveis pela formação das rochas metamórficas.

As rochas metamórficas são aquelas formadas por transformações físicas e químicas sofridas por outras rochas, quando submetidas ao calor e à pressão do interior da Terra, num processo denominado metamorfismo. As rochas metamórficas são o produto da transformação de qualquer tipo de rocha levada a um ambiente onde as condições físicas (pressão, temperatura) são muito distintas daquelas onde a rocha se formou. Nestes ambientes, os minerais podem se tornar instáveis e reagir formando outros minerais, estáveis nas condições vigentes. Não apenas as rochas sedimentares ou ígneas podem sofrer metamorfismo, as próprias rochas metamórficas também podem, gerando uma nova rocha metamorfizada com diferente composição química e/ou física da rocha inicial. O metamorfismo pode ocorrer também em outras situações, ao longo de planos de deslocamentos de grandes blocos de rocha (alta pressão) ou nas imediações de grandes volumes de magmas, devido à dissipação de calor (alta temperatura).

8) O que é intemperismo? Quais os principais tipos de intemperismo e os processos envolvidos? Qual a influência do clima no intemperismo?

Denomina-se intemperismo ao conjunto de processos que ocasionam a desintegração e decomposição das rochas, por agentes atmosféricos e biológicos. O intemperismo provoca a formação dos solos, a partir de rochas sujeitas a sua ação. O Intemperismo é dividido em:

*Intemperismo físico (desintegração) é a forma mais comum de intemperismo, sendo causada pela aplicação de várias forças físicas, que causam a desintegração de rochas em pedaços menores. A característica principal deste tipo de intemperismo, é que nenhum dos componentes da rocha é decomposto quimicamente, não havendo, assim, decomposição. Cujos agentes são:

- Variação da temperatura: expansões e contrações da rocha produzidas por variações de temperatura, e repetidas seguidamente, provocam fraturas, que vão se alargando com o tempo e acabam por desintegrar a rocha;

- Congelamento: a água ao se congelar aumenta 10% em volume; assim, se as fendas da rocha estiverem preenchidas com água, esta, ao se congelar, exercerá pressão sobre as paredes da rocha. O processo é mais eficiente quanto maior o número de vezes que é repetido. -? - Cristalização de sais: a água que circula pela rocha pode conter sais dissolvidos. Com a evaporação, os sais se precipitam, cristalizando-se e podem exercer pressão sobre a parede da rocha, desagregando-a. Este é um fenômeno comum nas regiões costeiras, onde as aberturas das rochas são preenchidas pela água do mar, rica em sais.

- Ação física dos vegetais: as rochas podem sofrer desagregação causada pelo crescimento de raízes ao longo de suas fraturas. * *Intemperismo químico (decomposição) ocorre quando extratos geológicos são expostos a águas correntes com compostos que reagem com os componentes minerais das rochas e alteram significativamente sua constituição. Esse fenômeno é o intemperismo químico, que provoca o acréscimo de hidrogênio (hidratação), oxigênio (oxigenação) ou carbono e oxigênio (carbonatação) em minerais que antes não continham nenhum desses elementos. Muitos minerais secundários formaram-se por esses processos. Este tipo de intemperismo é mais comum em climas tropicais úmidos.

*O Intemperismo biológico é caracterizado por rochas que perdem alguns de seus nutrientes essenciais para organismos vivos e plantas que crescem em sua superfície. Plantas podem provocar o intemperismo mecânico quando suas raízes penetram, de forma profunda na rocha, provocando fendas.

O Clima (temperatura e pluviosidade) influencia no intemperismo já que em regiões geladas e desertas, há maior predominância de intemperismo físico; por outro lado, em regiões quentes e úmidas predomina o intemperismo químico.

9) O que é diagênese e quais os principais processos envolvidos?

Diagênese é o nome dado ao conjunto de transformações que o depósito sedimentar sofre após a deposição, consistindo em mudanças nas condições de pressão, temperatura, Eh, pH e pressão de água, ocorrendo dissoluções e precipitações a partir das soluções aquosas existentes nos poros. O processo termina na transformação do depósito sedimentar inconsolidado em rocha, ou litificação.

Os principais processos envolvidos são:

- Compactação : A compactação diagenética pode apresentar-se sob dois aspectos: o químico e o mecânico. A compactação química engloba a dissolução de minerais sob pressão. Já a compactação mecânica não engloba processos químicos, mas sim aspectos físicos, como mudança no empacotamento intergranular e a deformação ou quebra de grãos individuais.

- Dissolução : A dissolução diagenética tem como fator principal o efeito ou não de pressão. Se houver ausência de pressão, ocorre somente a percolação de fluidos no material depositado, podendo ocorrer reações químicas entre a solução e os minerais depositados. Quando ocorre dissolução sob pressão, também chamada de compactação química, podem ocorrer vários tipos de feições, as quais dependem da escala do material analisado. Em escala granulométrica, conforme aumenta o grau de soterramento, os grãos passam a ter contatos pontuais, planares, côncavo-convexos e suturados. A geração de poros ocorre devido à dissolução e fragmentação dos agregados sedimentares durante a diagênese, constituindo uma feição muito importante para o acúmulo de óleo e gás.

- Cimentação : Trata-se da cristalização de minerais formados a partir dos íons dissolvidos na solução intersticial. Ocorre em conjunto com a dissolução diagenética. Os tipos mais comuns de cimentos em rochas sedimentares são os compostos por minerais como quartzo, calcita, pirita e argilominerais.

- Recristalização diagenética : Neste processo, sob condições de soterramento, ocorrem mudanças na mineralogia e na textura cristalina do material sedimentar. Dois exemplos são comuns: a transformação de aragonita em calcita, ambos compostos por carbonato de cálcio, porém de estruturas cristalinas distintas. Neste caso, também chamado de neomorfismo, há mudanças apenas no retículo cristalino, sendo mantida a composição original; e a mudança na composição química, denominada substituição, na qual ocorre a troca da calcita ou aragonita por sílica.

10) Que tipo de deformação as rochas podem sofrer e a que tipo de esforço são relacionadas?

Existem três tipos de forças tectônicas que deformam as rochas:

1) Forças compressivas: apertam e encurtam um corpo;

2) Forças extensionais: provocam o estiramento, ou seja, tendem a romper um corpo;

3) Forças de cisalhamento: empurram cada um dos lados do corpo em direções opostas.

As deformações estão dividas entre Fraturas e Dobras

* Tipos de Fraturas:

- Junta: fissura ao longo da qual não houve um movimento apreciável . As rochas frágeis fraturam-se facilmente ao longo de pontos fracos (fósseis, fragmentos, matéria orgânica etc.). Apresentam-se em conjuntos. As juntas podem ter origem não-tectônica, como por exemplo em rochas ígneas que se resfriaram, contraíram e fraturaram. São o início de uma série de mudanças, pois as juntas facilitam a atuação de agentes intempéricos, como o ar, a água etc. (Se fluídos hidrotermais circundarem as juntas, podem-se depositar minerais como o quartzo e a dolomita, formando veios. Boa parte da mineração de ouro está relacionada com este tipo de depósito)

- Falha: fratura com movimento relativo das rochas em ambos os lados paralelos à fratura. São intensas próximas ao limite das

placas, particularmente comuns em cadeias montanhosas (colisão das placas), e em vales de rifte (afastamento das placas).

* Dobras : As dobras também são resultados das forças deformacionais que resultam da tectônica das placas. Dobras são camadas sedimentares encurvadas e estas podem acontecer de variadas formas. As deformações são produzidas por forças horizontais ou verticais na crosta. A intensidade do encurvamento depende de dois fatores, notadamente a magnitude das forças envolvidas, do período de aplicação e até mesmo da habilidade das camadas de resistirem à deformação.